Com a gaiola do protótipo antigo vencida, a equipe começou a projetar o novo protótipo, SACI VII, propondo várias melhorias e prometendo um projeto bastante competitivo.

A começar pela estrutura, que sofreu uma grande diminuição de suas dimensões, comparando-se com o protótipo anterior da equipe, mas sem tirar o conforto do piloto, tendo sido feito um estudo aprofundado de ergonomia para determinar as melhores dimensões do carro.

 

Aproveitando os estudos de ergonomia, a eletrônica desenvolveu um novo painel para o protótipo SACI VII, visando facilidade e conforto do piloto ao identificar as informações mais necessárias do carro.

  

E a inovação na parte eletrônica não parou por ai. Implantando novas funções, agora o novo protótipo teria além de velocímetro, conta-giros e nível do combustível, as inovações de comunicação sem fio com o piloto, LCD com tempo de prova, temperatura do óleo e, para completar, uma buzina!

Os materiais ecológicos e de menor peso invadiram o novo protótipo. A equipe usou placas ecológicas de Tetra Pak reciclados para fazer a carenagem nova e placa de Honeycomb para o novo assoalho.

A fibra de carbono também foi usada no protótipo, reduzindo consideravelmente sua massa e apresentando resistência mecânica equivalente ao material anteriormente utilizado. Na proteção da CVT, por exemplo, com o uso de fibra de carbono e kevlar, houve redução de peso de 1020 g.

E graças ao apoio da SolidWorks, tendo fornecido sua poderosa ferramenta CAD, a equipe pôde realizar várias simulações, comprovando as especificações do projeto.

 

Realizadas todas as simulações e ensaios, hora da fabricação!

  

 

Com a estrutura na garagem, a equipe começa com os últimos preparativos, a começar pela pintura do carro, com as tintas fornecidas pela Audicor. Com um belo visual com as cores do Saci, o novo protótipo fica charmoso!

  

Carro pintado e todos os subsistemas prontos, a montagem final começa. Carenagem de Tetra Pak, direção, trem de força, suspensão, eletrônica e freio ocupam seus devidos lugares no novo protótipo.

  

 

Atrasos na soldagem da estrutura e na entrega de peças do carro causaram a montagem do novo protótipo na véspera da competição, impedindo que a equipe pudesse testar o carro e treinar o piloto para a Etapa Regional – Sudeste. Mesmo muito em cima da hora, a equipe montou o carro com a maior força de vontade, conseguindo terminar a montagem do carro a tempo.

Já nos boxes da competição, a equipe fez no meio-tempo entre a inspeção de segurança os últimos ajustes que não tinha tido tempo de ter sido feito, como sangramento do freio, ajuste da cambagem, calibração dos pneus, isolamento da fiação de eletrônica, etc.

  

  

Na prova de inspeção de segurança, a equipe teve a surpresa de receber re-checks, e entre eles, um que obrigava a mudança do banco do carro. Depois de ajustados todos os detalhes necessários, a equipe se dirigiu ao stand de apresentação de projeto.

 

Como de costume, todas as equipes deveriam apresentar a parte teórica de seu projeto para juízes da competição, que avaliam as características de cada projeto, dando pontos a cada um deles.

  

Após a apresentação de projeto, a equipe volta aos boxes para continuar a ajustar o carro para as provas dinâmicas. As mudanças impostas na prova de inspeção técnica de segurança atrasaram o cronograma da equipe, o que fez com que não conseguisse realizar as provas de conforto, S&T e AV, restando somente a prova de Enduro para a equipe participar.

  

  

Deu-se início ao Enduro. Logo na largada, o protótipo da equipe já dispara na frente, ganhando posição do carro que estava à frente. Mas foi em uma inclinada rampa do circuito da prova que deparamos com a primeira surpresa desagradável. Na descida da rampa o carro da equipe capotou, parando com suas quatro rodas para cima. Juízes e comissários puseram o carro de volta à pista e podendo somente completar a volta antes de voltar para os boxes para consertar as avarias do capote.

  

Consertado tudo, o carro volta ao Enduro e também na primeira volta de seu retorno, a equipe é surpreendida novamente com uma desagradável surpresa. No meio de uma curva, o carro apaga. O piloto da equipe desce do carro e tenta ligar o motor, mas falha. Comissários vêm e tentam auxiliar na partida do motor, mas depois de várias tentativas, dão a ordem de o piloto voltar aos boxes, podendo somente retirar o carro da pista no intervalo entre as baterias do enduro.

 

Passados os 90 minutos da primeira bateria, a equipe pôde buscar o carro na pista e verificar o motivo de o carro ter apagado e o motor não ter conseguido pegar. A equipe de eletrônica verificou que os fios que matam o motor, do dispositivo kill-switch, haviam se soltado, provavelmente devido ao capote, e a curva fechada provavelmente os deslocado, provocando o afogamento do motor e impedindo que fosse religado.

  

Arrumado tudo, a equipe se prepara para a segunda bateria, na esperança de não ter mais surpresas desagradáveis. Mas infelizmente, uma derradeira ainda veio. Na primeira volta da segunda bateria, o protótipo da equipe desliza em uma curva e perde velocidade, abrindo uma brecha para o carro que estava atrás pudesse ultrapassar. O piloto da outra equipe, entretanto, não calculou o espaço suficiente para efetuar a ultrapassagem e acabou provocando a colisão dos carros. O acidente quebrou a caixa de direção da nossa equipe, impedindo de prosseguir no enduro e encerrando nossa participação na Competição Baja SAE – Etapa Sudeste. Um triste e inesperado fim para uma competição que tinha tudo para mostrar o potencial do novo protótipo.

  

 

Mas resultados ruins não desanimaram a equipe, que com todo o aprendizado, esforço e dedicação, agora se empenha para a competição nacional, que ocorrerá no primeiro trimestre de 2012.

Confira abaixo o vídeo da participação da equipe no Regional Sudeste 2011:

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